Morte em confronto com a ROTAM em Oiapoque
Operação para prender suspeito de organização criminosa termina em morte no centro de Oiapoque. Delegado confirma que circunstâncias serão apuradas.

Uma operação da Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (ROTAM), realizada em apoio à Diretoria de Inteligência da Polícia Militar do Amapá, terminou com um suspeito de 41 anos morto após um confronto armado no município de Oiapoque. O fato ocorreu durante o cumprimento de um mandado de prisão contra um indivíduo considerado de alta periculosidade.
A Versão da Polícia Militar
Em nota inicial, a Polícia Militar informou que a operação foi realizada em apoio à Diretoria de Inteligência da PM para cumprir um mandado de prisão contra um indivíduo considerado de alta periculosidade. Segundo o relato, ao chegarem em uma residência no bairro Paraíso, as equipes foram recebidas a tiros por um homem armado com uma espingarda calibre 12. Os policiais revidaram a agressão, o suspeito foi alvejado e veio a óbito no local, fato constatado posteriormente por uma equipe do Corpo de Bombeiros.
ROTAM
O Que Diz a Polícia Civil
Em declaração à imprensa, o Delegado Átila Rodrigues De Almeida, da Polícia Civil de Oiapoque, forneceu informações complementares sobre o caso. Ele confirmou a essência dos fatos e acrescentou novos detalhes. "Por volta das 15 horas do dia 7 de janeiro de 2026, uma equipe da Rotam, que estava na cidade de Oiapoque, teria recebido a informação de que um suspeito de integrar organização criminosa estaria [...] escondido em uma residência localizada na Rua Elio Silva, centro de Oiapoque. As equipes se dirigiram ao local, adentraram o imóvel, onde foram recebidos a tiros por um dos moradores da casa, identificado como sendo uma pessoa conhecida por 'Goiânia' aqui na cidade, um homem de 40 anos de idade. As equipes revidaram a injusta agressão e o infrator foi alvejado e veio a óbito no local", explicou o Delegado Átila. O delegado reforçou que o Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou o óbito. Ele também destacou que uma investigação rigorosa será conduzida para apurar todas as circunstâncias do confronto. "A pessoa que faleceu, 'Goiâno', já responde a alguns crimes, é investigado por outras práticas delituosas também, e está sendo investigado as circunstâncias com que esse confronto ocorreu. Vão ser ouvidas outras pessoas e tudo será apurado com o mais devido rigor".
Delegado Átila
Vasta Ficha Criminal
O suspeito morto no confronto foi oficialmente identificado como Weverson Ferreira da Silva. Consultas aos sistemas de segurança pública confirmaram que ele, conhecido como "Goiâno", respondia por uma extensa ficha criminal. Seus antecedentes incluíam processos e registros por: • Tráfico de drogas (com processos nas comarcas de Macapá, Oiapoque e Pedra Branca do Amapari); • Associação para o tráfico; • Furto (Art. 155 do Código Penal); • Apropriação indébita (Art. 168 do Código Penal); • Tortura (Lei 9.455/97); • Injúria; Registros do IAPEN indicam que ele já havia sido preso por tráfico, mas estava em liberdade. A operação que resultou em sua morte visava, segundo a PM, o cumprimento de um mandado de prisão.
Atuação do Polícia Científica
Após o confronto, a Polícia Científica do Amapá foi acionada para realizar a perícia do local do crime e do corpo. Essa etapa é fundamental para a investigação, pois produz provas técnicas e imparciais que ajudarão a esclarecer a dinâmica dos eventos. O Perito Criminal assume a responsabilidade técnica pelo local, garantindo a integridade dos vestígios. Ele identifica, coleta e preserva todas as provas materiais, como a posição do corpo, objetos, e vestígios de disparos. A análise desses elementos pode confirmar ou refutar hipóteses, como a de legítima defesa. Paralelamente, o Departamento de Medicina Legal (DML) foi acionado para realizar o Exame Necroscópico. Este procedimento pode determinar a causa da morte, a distância e a quantidade de disparos, e se as lesões ocorreram antes ou depois da morte, entre outras informações cruciais. Com base nas análises de campo e laboratoriais (balística, química, genética), a Polícia Científica elabora laudos técnicos que são peças-chave no inquérito policial e em um futuro processo judicial. O prazo legal para a entrega desses laudos é de 10 dias.
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